Jovens Promessas: Jorge Chula

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Sex, 07.08.2009

Jorge Chula (Futebol Clube do Porto)

A oferta tem sido muita ao longo das últimas décadas, mas nem por isso deixa de ser admirável a capacidade lusa para catapultar extremos de qualidade.

Talvez pelo Olimpo só estar ao alcance de alguns, os flanqueadores teimam em aparecer com grande impacto no panorama futebolístico nacional. A formação tem sido mais que eficaz a esse nível, e a concorrência só tende a elevar as qualidades expressas no relvado.

Jorge Chula é um dos exemplos mais recentes dessa feliz capacidade. A preparar a sua estreia como profissional de futebol, o jovem extremo transita dos Sub-19 do F.C. Porto com o estatuto reforçado.

Chegou a ser dado como certo no plantel do S.C. Covilhã, onde ia ter a companhia de Josué, outro dos expoentes máximos dos Sub-19 portistas. Mas uns desentendimentos de última hora entre o F.C. Porto e o G.D. Benavente, em relação aos direitos de formação, atrasaram o processo de transferência e o negócio gorou-se.

Enquanto aguarda por colocação, não parecem faltar pretendentes ao seu concurso, com a Liga Vitalis a adivinhar-se como o cenário mais provável para o futebolista de 19 anos.

Carreira em crescendo

Considerado um desequilibrador nato, Jorge Chula faz da imprevisibilidade a sua melhor arma. A agilidade que o demarca já remonta aos tempos em que dava os primeiros passos no futebol. Como a maior parte dos jovens, a sua primeira aventura deu-se no clube da sua terra natal, o G.D. Benavente. Durante cinco anos, Jorge Chula cimentou o seu estatuto de estrela da equipa, acabando por dar um salto natural na sua carreira.

Alberto Varandas e Mário Fininho foram figuras incontornáveis no seu trajecto, sendo dois treinadores que desde cedo confiaram cegamente nas suas aptidões.

Depois de duas experiências falhadas no Sporting C.P. e no S.L. Benfica, onde chegou a prestar provas, o jogador acabou por rumar a norte, mais propriamente ao S.C. Braga. A isso não terá sido alheia a excelente exibição que protagonizou ao serviço da Selecção Distrital de Santarém (em que era presença assídua), num jogo frente à congénere de Braga.

Naturalmente, os primeiros tempos não foram fáceis. Chula, então com 16 anos, experimentou a primeira sensação do que é ser profissional de futebol. O nível mais exigente que atingiu constituiu-se como um grande desafio, que acabou por saber superar.

O período inicial foi de alguma intermitência, mas logo ganhou o seu espaço no plantel juvenil arsenalista, evidenciando-se pela capacidade excelente capacidade de drible e aceleração.

A experiência no S.C. Braga teve tanto de frutífera como de breve. A transferência para o F.C. Porto consumou-se na época seguinte, com Jorge Chula a integrar o plantel de juniores dos dragões. O jogo que realizou contra o Padroense F.C. (clube com protocolo a nível de formação com o F.C. Porto) foi o melhor cartão-de-visita, com o salto a revelar-se como o maior desafio da sua curta carreira.

O carimbo de qualidade

Nessa época, aterrou no Dragão Patrick Greveraars, treinador que orientava os juniores do PSV Eindhoven. O trabalho desenvolvido pelo holandês revelou-se precioso para a maturação dos atributos de Chula.

O trabalho específico a que foi submetido tornou-o num dos alas de referência. Na sua primeira época de dragão ao peito evoluiu de sobremaneira. As sessões extra a treinar os cruzamentos e a aprimorar o drible valeram-lhe a ascensão ao estatuto de titular. Decididamente, esta época serviu para o confirmar como uma grande promessa do futebol português.

Formando parelha com Diogo Viana, o outro elemento-chave no esquema de Patrick Greveraars, Jorge Chula foi dos jogadores mais em foco dos dragões esta temporada.

No saldo final, contabilizou sete golos e mais de vinte assistências, o que o tornou necessariamente, num jogador em evidência. Apesar de ser destro, iniciou a maior parte dos jogos no flanco esquerdo, embora em trocas constantes com Diogo Viana. Embora o corredor direito se adivinhe como o habitat mais favorável aos seus atributos, o jogador adaptou-se rapidamente às especificidades de actuar no flanco oposto.

O objectivo de melhorar o índice de cruzamentos foi cumprido, atestando ainda maior imprevisibilidade ao seu jogo, pois não enjeita uma boa possibilidade de cruzar de pé esquerdo. Se lhe juntarmos a velocidade e capacidade de drible em progressão, vemos um jogador capaz de pisar terrenos mais centrais. Os golos surgiram precisamente de algumas jogadas em que flectiu para o meio, embora as suas características o tornem num jogador perigosíssimo no contra-ataque.

O bom trabalho desenvolvido na época transacta não passou despercebido aos responsáveis azuis e brancos, que decidiram segurar o jovem extremo. Jorge Chula assinou contrato profissional e ficará ligado ao F.C. Porto, pelo menos mais uma temporada, com mais uma de opção.

À espreita da oportunidade

Embora seja uma unidade ofensiva, as transições defensivas ainda são um aspecto que deve aprimorar, até porque não lhe falta pulmão para a recuperação. A experiência é portanto uma inevitabilidade para uma evolução segura, por isso a época que se avizinha traz grandes expectativas quanto ao seu talento.

Não obstante a curva ascendente que tem pautado o seu trajecto, Jorge Chula ainda não fez a sua estreia oficial com a camisola das Quinas. Embora já tenha sido chamado para integrar alguns estágios da Selecção Nacional, nos Sub-18 com Carlos Dinis e nos Sub-19 com Ilídio Vale, a experiência ainda não transitou para os palcos oficiais.

Apesar do perfil discreto e da forte concorrência, Jorge Chula tem vindo a desempenhar um papel de destaque na elite do futebol de formação em Portugal. A forma afincada com que trabalha tem sido reconhecida como uma das suas maiores competências. Não estranha portanto, a postura rebelde com que aborda os lances: destemido no um-para-um e confiante nas decisões.

Na retina, ficou o golo que apontou ao Desportivo das Aves, em jogo a contar para a Taça Intercalar: depois de uma arrancada que começou no meio-campo, driblou vários adversários até rematar de pé esquerdo, à saída do guardião adversário, num golo com requinte "maradonesco".

O jovem extremo do F.C. Porto experimenta agora a sua primeira etapa enquanto sénior, na tentativa de seguir as pisadas dos seus grandes ídolos: Simão Sabrosa e Luís Figo. A solução não passará pelo dragão, pelo menos a curto prazo, pois durante a época 2009/10 Jorge Chula irá evoluir ao serviço do Grupo Desportivo Tourizense.

Nome: Jorge Miguel Feijoca Chula.
Data de nascimento: 13-02-1990.
Altura: 1,75m.
Peso: 65kg.
Posição: Extremo Direito/Esquerdo.
Clube: Futebol Clube do Porto.

Texto: Nuno Rocha.
Imagem: Academia de Talentos.

 

Comentários

na entevista ha uma parte

na entevista ha uma parte que esta mal referente a questao da experiencia no slb nao foi bem assim ele e k optou por ir para o braga com a minha influencia porque ele e outro foram os unicos k ficaram em 65 jogadores e foi a melhor coisa que se fez assim hoje e profissional da bola

tenho imagens do jorge num

tenho imagens do jorge num jogo no torneio em benavente com a camisola do braga

esse rapaz não é o jorge

esse rapaz não é o jorge chula. É o ruben, o defesa esquerdo que era dos juniores do maritimo

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