Juvenis A: FC Porto 4-1 Padroense FC
FICHA DE JOGO:
Futebol Clube do Porto 4-1 Padroense Futebol Clube.
Campeonato Nacional de Juvenis - 6ª Jornada - 2ª Fase - Série A.
Data: 17 de Maio de 2009.
Local: Campo Principal do Centro de Treino e Formação Desportiva Porto - Gaia.
Árbitro: António Rodrigues (A.F.Braga) auxiliado por José Gomes e João Cardoso.
FUTEBOL CLUBE DO PORTO: Maia; Tiago Borges, Hugo Sousa (Capitão), Ricardo e Joel; Sérgio Oliveira, Eduardo, Maycon (Amorim aos 40') e Telmo Castanheira; Filipe Barros e João Beirão (Tiago Silva aos 71').
Suplentes não utilizados: Richard, Xavier, Nélson, Gradíssimo e Flávio Moreno.
Treinador: Rui Gomes.
PADROENSE FUTEBOL CLUBE: Igor Araújo; Ruben Teixeira, Tiago Ferreira, André Teixeira (Capitão) e Tigo Bragança; Paulo Jorge, Alves e Tozé; Catarino (Figueiredo aos 40'), Fábio e Lupeta (Alex aos 40') (Júlio aos 74').
Suplentes não utilizados: Elói, José Pedro, Agostinho e Rafael Sardinha.
Treinador: João Brandão.
Acção Disciplinar: Amarelos para Alves aos 32' e Hugo Sousa aos 51'; Expulsão de João Brandão (Treinador do Padroense FC) aos 76'.
Resultado ao intervalo: 2-0.
Marcadores: 1-0 por Filipe Barros ao 1'; 2-0 por Eduardo aos 23'; 3-0 por Filipe Barros aos 45'; 3-1 por Tozé aos 52'; 4-1 por Telmo Castanheira aos 80+1'.
Melhores em campo: Eduardo (F.C.Porto) e Tozé (Padroense FC).
CRÓNICA:
O F.C.Porto precisava de marcar cedo para, de uma vez por todas, arrumar as dúvidas em relação à sua qualificação para a fase final. E quem melhor do que Filipe Barros para resolver o problema? Tal como noutras situações, o dianteiro respondeu "presente" quando a equipa assim o necessitou, tranquilizando uma formação que, ao longo dos 80 minutos, conseguiu afirmar a sua superioridade natural. Foi ao primeiro minuto, depois de uma jogada individual pelo flanco esquerdo, culminada com um forte pontapé em que Igor Araújo não fez tudo o que estava ao seu alcance.
Às portas da fase final, o F.C.Porto começa a ensaiar o seu sistema de 4x4x2, com Filipe Barros e João Beirão a afinarem os seus mecanismos enquanto dupla. À entrada desta partida Sérgio Oliveira ocupou a posição mais recuada do losango, tendo à sua frente Maycon, jogador talhado para este sistema, e Eduardo, com Telmo Castanheira, flectindo da ala esquerda para o meio, a ocupar o vértice ofensivo. A estrutura revelou-se muito sólida, com a organização dos dragões a dar pouca margem de réplica aos homens do Padroense.
A vencer, o F.C.Porto podia ter dilatado a vantagem logo de seguida, com Telmo Castanheira e Joel a assinarem bons remates à entrada da área. Os dragões carregavam no acelerador e à passagem do minuto 9 foi João Beirão, assistido por Filipe Barros, quem rematou por cima da trave.
Aos poucos o Padroense ia subindo as suas linhas da intermediária, muito por mérito da acção de Alves, eficaz ao nível da circulação de bola. Todavia, na prática, e dado o domínio ser algo consentido, as oportunidades de golo escasseavam para os forasteiros. Apesar de tudo alguns remates de fora da área davam o mote, como aquele efectuado por Ruben Teixeira à passagem do minuto 15. Igor Araújo brilhou ao minuto 18, travando uma verdadeira bomba de Telmo Castanheira oriunda do flanco esquerdo do ataque portista.
Depois de Sérgio Oliveira ter ameaçado na cobrança de um livre, os dragões chegariam à vantagem à passagem do minuto 23, por intermédio de Eduardo. O centrocampista encheu-se de fé e, à entrada da área, colocou a bola no canto superior esquerdo da baliza de Igor Araújo, sem qualquer hipótese de defesa.
A perder por dois golos o Padroense lançou-se na senda do golo, com Tozé a ser o seu jogador mais inconformado. O camisola 10 conquistou imensas faltas, tendo as mesmas se revelado infrutíferas. Antes do intervalo foi João Beirão, após cruzamento de Joel, quem rematou ao lado quando se encontrava em boa posição para fazer melhor.
Com Amorim em campo no lugar de Maycon, a segunda parte começou novamente com sinal mais dos dragões. O recém-entrado assistiu Filipe Barros à passagem do minuto 45 que, picando a bola sobre o guardião, carimbou o terceiro golo dos dragões. Controlando o jogo a seu bel-prazer, o F.C.Porto continuava na sua senda ofensiva, desperdiçando oportunidades através de remates de Eduardo e de João Beirão. Todavia, e um pouco contra a corrente do jogo, o Padroense reduziria por intermédio de Tozé. Tiago Ferreira insistiu no flanco direito e o cruzamento recuado encontrou um pé direito bem calibrado, com o remate rasteiro a deixar Maia sem hipóteses de defesa.
Apesar de menos activo na obtenção do golo, o F.C.Porto continuava com sinal "mais", impondo o ritmo que mais se adequava às exigência da equipa. João Beirão, bem desmarcado por Amorim, falhou o golo ao minuto 57, quando se encontrava em boa posição já dentro da área. O Padroense respondia através da fantasia de Tozé ou pelas alas, com Figueiredo particularmente activo neste aspecto. No entanto, os minutos passaram de forma relativamente tranquila, sem mais sustos de maior para os lados dos dragões. Ao cair do pano, após jogada construída no flanco esquerdo, Telmo Castanheira encostou para o fundo das redes.
Vitória justa do F.C.Porto, que parte agora para a fase final como principal candidato ao título. Honra ao Padroense, equipa sub-16 do F.C.Porto, que obrigou a qualificação a ser decidida no último jogo da segunda fase.
ANÁLISE INDIVIDUAL (Futebol Clube do Porto):
Maia - Sem culpas no golo respondeu com segurança nas restantes acções do jogo.
Tiago Borges - Deu profundidade ao flanco direito, com incursões muito poderosas. Defensivamente teve algum trabalho com Fábio mas cumpriu na perfeição, concedendo poucos espaços.
Joel - Óptimo jogo do lateral portista. Muito afoito ofensivamente, respondeu com precisão às exigências da equipa, secando também Ricardo Catarino.
Hugo Sousa - Não permitindo veleidades, destacou-se pela forma como joga em antecipação. Exibição positiva.
Ricardo - Em crescendo, respondeu com grande determinação e clareza, impondo ordem no último reduto. Imperial ao nível do jogo aéreo.
Sérgio Oliveira - Mostrou-se à vontade no novo sistema, não tendo quaisquer problemas em fazer circular a bola e ocupar os espaços de forma conveniente. Em alta.
Maycon - Jogador talhado para o 4x4x2, tem movimentos que garantem o equilíbrio da estrutura da sua equipa. Pelo motivo "Amorim" deve sair do onze mas pelo rendimento apresentado será sempre uma alternativa válida.
Eduardo - Simples e prático, com desenvoltura de movimentos ao nível dos dois pés que lhe garantem um enorme raio de acção. Atento a defender, eficaz na ocupação de espaços ao centro e à direita. O melhor da sua equipa.
Telmo Castanheira - Ocupou várias posições. Começou a extremo, passou para vértice ofensivo e terminou como pivot defensivo do losango, sempre com rendimento de qualidade. Polivalente em função da dinâmica da equipa.
Filipe Barros - Aliviou as hostes portistas com um primeiro golo que atesta o seu instinto. De extrema eficácia, responde com afinco sempre que a equipa mais dele necessita.
João Beirão - Mais à vontade no novo sistema, falta algo para verdadeiramente explodir, apesar das suas movimentações, quer de linha quer pelo interior, mostrarem grandes progressos. No entanto, é perdulário.
Amorim - Continua a ganhar ritmo e, desta vez, fez uma assistência para o segundo golo de Filipe Barros. A pensar na fase final.
Tiago Silva - Pouco tempo em campo impede avaliação precisa.
ANÁLISE INDIVIDUAL (Padroense Futebol Clube):
Igor Araújo - Mal batido no primeiro golo, compensou posteriormente com um punhado de boas intervenções.
Ruben Teixeira - Tentou adequar o seu jogo às movimentações dos dois avançados, tendo também em linha de conta a presença de Telmo Castanheira. Cumpriu com segurança.
Tiago Ferreira - Com ossos duros de roer, mostrou atenção ao fazer cortes importantes. Excelente assistência para o golo da sua equipa.
André Teixeira - As marcações tinham de ser feitas com exigências máximas de atenção. No que pôde, André Teixeira desempenhou o seu papel com sobriedade.
Tiago Bragança - Dos melhores da sua equipa. Com excelente toque de bola soube fazer incursões de forma precisa, movendo a sua equipa para a dianteira. Defensivamente controlou as investidas de Beirão e as subidas de Tiago Borges.
Paulo Jorge - Os portistas sabiam que o jogo do Padroense começava nos seus pés, pelo que o seu raio de acção foi mais encurtado. Ainda assim, no aspecto defensivo, soube posicionar-se e actuar de forma eficaz.
Alves - Início de jogo a todo o gás, movendo a equipa para a dianteira através de uma circulação de bola muito conseguida. Perdeu fulgor com o passar dos minutos.
Tozé - Não vira a cara a luta, usando toda a sua capacidade técnica em prol da equipa. Marcou um golo de belo feito e à sua custa foram desenhados lances de belo efeito.
Catarino - Jogo estranhamento discreto, sem qualquer tipo de rasgo ofensivo, como costuma ser seu apanágio. Até mesmo na marcação a Joel esteve desacertado.
Fábio - Tentou flectir da esquerda para o meio e, em algumas situações, conseguiu criar perigo, aparecendo como segundo avançado. Exibição regular.
Lupeta - Exibição muito discreta, sem qualquer tipo de intervenção digna de registo. Apagadíssimo, não foi a chama que a equipa necessitava.
Figueiredo - Na ala esquerda, teve apontamentos de técnica apurada, motivando a atenção de Tiago Borges.
Alex - Perdido nas movimentações, não conseguiu ser o jogador irrequieto e buliçoso do costume.
Júlio - Pouco tempo em campo impede avaliação precisa.
Texto: Gil Nunes.
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