Miguel Cid (Boavista Futebol Clube)
Escondido dos olhares do mundo, Miguel Cid deu os seus primeiros toques na bola no campo de jogos da sua escola onde rapidamente se foi destacando dos seus colegas e amigos, pois já nessa altura era possuidor de uma sua raça e habilidade natural para vingar no desporto rei. Tempos mais tarde, em 1999, em mais um dos seus jogos escolares, Mário João (treinador das camadas jovens do Boavista) ficou rendido ao talento daquele que viria a ser um dos melhores sub-16 do Boavista, e logo o chamou para representar as Panteras.
Tudo começou ali quando Miguel, colocado a jogar como médio defensivo de raiz, mostrava o seu valor e garantia a titularidade de forma determinante e sem quaisquer dúvidas. Passada uma época brilhante às ordens de Mané, seu treinador (ex-jogador do Boavista), a sua evolução foi notável, premiada com abundantes e repetidos elogios. Finalizava essa época com a brilhante marca de 15 golos, algo invulgar e muito gratificante para um trinco.
Na passagem para infantil 1º ano, a concorrência à sua titularidade aumentou, com a entrada de João Viana que ocuparia a sua posição, remetendo-o para suplente na maioria dos jogos do campeonato, por opção do seu treinador Manuel Pedro que recorreu à sua utilização apenas nos encontros de maior responsabilidade. Apesar de ser menos vezes utilizado, conseguiu fazer golos por três vezes.
No 2º ano de Infantis, ainda com o mesmo treinador, Miguel recuperou a titularidade no seu lugar, começando a evoluir progressivamente e obrigando João Viana a mudar de posição (para lateral direito, posição onde se afirmou e ainda hoje joga). Miguel Cid apesar de ter sido utilizado em todos os jogos realizados na época, o seu número de golos manteve-se igual aos marcados na anterior temporada (três golos).
Com a sua drástica evolução quando chegou ao 1º ano de Iniciado, surpreendeu positivamente o seu novo treinador João Vitorino, deixando todos extremamente satisfeitos com o seu salto em termos qualitativos. O jovem médio manteve a sua enorme qualidade quando fez a transição para sub15, onde a sua participação em alguns torneios começou a chamar a atenção e a despertar o interesse de alguns clubes de maior dimensão, não só portugueses como também estrangeiros, chegando a receber inclusivamente propostas concretas.
Foi precisamente no escalão de Iniciados A, que Miguel perdeu a companhia do seu melhor amigo Aliu Djaló, mais conhecido por Kaby, atleta que actualmente representa o Chelsea, o que o obrigou a ser mais versátil e abrangente para ajudar o seu mister Manuel Branco nas opções do meio campo.
Actualmente, já é detentor de 2 internacionalizações. A sua estreia pela Selecção Nacional Portuguesa de Sub-16 foi o momento mais marcante na sua ainda curta carreira, momento esse que ele recorda com enorme orgulho e espera no futuro ser opção regular para o seleccionador. Na sua estreia pela selecção das quinas, jogou num jogo amigável contra a Geórgia, onde entrou de forma positiva aos 80 minutos de jogo, envergando a camisola número 15. Nos minutos que esteve em campo, acrescentou maior dinâmica de jogo, imprimindo mais estabilidade ao meio campo e ganhando lances no jogo aéreo, o que satisfez Edgar Borges (seleccionador nacional sub-16), ao ponto de na 2º mão do mesmo confronto ter sido titular e sub-capitão. Na sua 2ª aparição na selecção, mostrou-se muito forte no desarme, impôs-se no meio-campo com passes exímios em profundidade e na leitura de jogo, saindo apenas na 2º parte devido ao desgaste físico que acusou.
"Migaz", alcunha pelo qual é carinhosamente tratado, é um jogador harmonioso e correcto, no que diz respeito ao posicionamento, disciplinado no contacto com os árbitros, colegas e treinadores, muito esforçado, e com uma enorme vontade de aprender. De relacionamento interpessoal afável e de carácter forte, possui uma natural capacidade de liderança no desempenho da função de capitão de equipa, o que o torna útil para o seu grupo de trabalho, uma vez que é um jogador muito respeitado por todos.
Miguel é um jogador muito forte defensivamente, é eficaz no desarme, rápido na antecipação, atento aos avançados e bom organizador de jogo. A sua recuperação de bola e a transição defesa-ataque é um ponto fulcral e determinante na defensiva boavisteira.
Apesar de jogar como médio defensivo, Miguel tem algumas características tipicas de médio ofensivo (número 10), em particular a "telemetria" dos seus passes em profundidade para as zonas laterais do relvado. As suas assistências para os avançados e a técnica exuberante que possui, talvez sejam as virtudes mais apreciadas pela maioria dos adeptos.
Jogador de poucos pontos fracos, é um jogador completo e muito útil para a sua equipa. Os seus actuais treinadores, João Vitorino e Carlos Campos, foram e são peças fundamentais para o seu desenvolvimento como jogador e Miguel Cid espera que continuem a ser, uma vez que ainda tem uma vasta margem de progressão por explorar.
Admirador confesso de Zinedine Zidane e de Raul Meireles, Miguel elege como ídolo o seu melhor amigo Kaby. O jovem boavisteiro sempre sonhou jogar futebol pelos seniores de um grande clube em Portugal ou em Inglaterra, mas mostra uma especial vontade em representar o Benfica, apesar de este não ser o seu clube do coração. De momento, os responsáveis por Miguel têm algumas propostas aliciantes na sua posse, é possível que no futuro este jovem prodígio venha a conhecer novos horizontes, e assim possa ir concretizando os seus sonhos.
Nome: Miguel José Ferreira Andrade Cid.
Alcunha: Migaz.
Clube: Boavista Futebol Clube.
Posição: Médio Defensivo.
Data de nascimento: 21/05/1992.
Nacionalidade: Portugal.
Altura: 1,75 metros.
Peso: 63kg.
Texto: Francisco Moreira.
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Comentários
miguel cid
lindo de morrer e grande jogador.
vai em frente !!!!!
star
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